Glossário de Fabricação do Papel

Glossário adaptado de Celulose Online. [em linha]. [Consult. em 01 Dez 2007]. Disponivel em www: <url:http://www.celuloseonline.com.br/pagina/pagina.asp?iditem=170>

ABAULAMENTO - ou bombeio, é a curvatura que se dá, do centro para a periferia, nos rolos da máquina de papel, quando estes trabalham sob pressão de um ou mais rolos. O objectivo é compensar a deformação por flexão do rolo, fazendo com que a linha de contacto entre os rolos seja a mais uniforme possível. Normalmente o abaulamento é dado no roloi inferior, sendo o superior paralelo, porém em algumas prensas, dependendo do material dos rolos, faz-se o superior abaulado e o inferior paralelo.

ACABAMENTO - em termos de fabricação de papel, são as operações pelas quais este passa depois que sai da enroladeira da máquina de papel. Estas operações são: rebobinamento, corte, supercalandragem, escolha, etc., descritas separadamente - (Ver acabamento do papel, IIIa parte).

ADESIVO - são as substâncias que ocasionam a adesão entre corpos, podendo ser activadas por água, solventes, pressão, calor ou outros meios. Na massa que compõe o papel, são usados em nosso país, principalmente para aumentar a retenção das cargas minerais, a fécula de mandioca ou o amido de milho, a cola animal e o silicato de sódio, descritos à parte. ( Ver adesivo e revestimento do papel, IIIa parte).

ADITIVOS - nome genérico dado a todos os materiais não fibrosos adicionados à massa durante a sua preparação. Os principais são: cola, caolim, sulfato de alumínio, amido e anilinas.

ÁGUA BRANCA - ou água de recuperação, é a água recolhida no poço da tela e do rolo de sucção da mesa plana da máquina “Fourdrinier”, ou das formas redondas na máquina de formas, que contém fibras e materiais sólidos em suspensão. Esta água é usada em vários pontos, como para diluir a matéria-prima nova nos desagregadores, etc., indo o excesso para a instalação de recuperação de fibras.

ÁGUA DE RECUPERAÇÃO - ver água branca.

ÁGUA RECUPERADA - é a água branca depois de passar pela instalação de recuperação de fibras, onde foi retirada a quase totalidade das fibras e materiais sólidos em suspensão , e que é reutilizada em vários pontos, tais como chuveiros da mesa plana, etc.

ALVEJANTE ÓTICO - nome dado aos pigmentos empregados na fabricação de papel, com a finalidade de por um aumento da reflectividade da luz, darem a impressão da superfície do papel ser mais branca.

AMIDO - é um hidrocarboneto encontrado em abundância em quase todo vegetal, cuja forma pura apresenta-se como um pó branco, de granulação definida e uniforme e característica do vegetal de onde é obtido. Em nosso país são usados na fabricação do papel os amidos de milho e mandioca. Os amidos naturais são adicionados à massa na ordem de 2 a 3%, depois de cozidos, normalmente com vapor directo, durante 15 a 20 minutos em temperaturas em torno de 65 a 70grausC. Sua principal função é aumentar a retenção da carga mineral e dar ao papel melhores características de toque e brilho, este último nos papéis monolúcios.

AMIDO MODIFICADO - é o nome genérico dado aos amidos que passaram por um tratamento físico, químico ou biológico, para modificar suas características básicas de viscosidade e adesividade. São utilizados na colagem superficial do papel e como adesivo no revestimento do papel.

ANILINAS - é a denominação dos corantes, de origem orgânica, classificados em solúveis e insolúveis. Na indústria de papel, os primeiros são mais usados, principalmente os do tipo básico, ácido e directos, classificação está de acordo com sua origem química e propriedades. Geralmente são adicionados no tanque de mistura, na holandesa ou desagregador, previamente diluídos e em quantidades controladas.

ANTI-ESPUMANTE - nome genérico dado aos produtos usados nas fábricas de papel, para evitar a formação excessiva de espuma na massa em várias fases do processo de fabricação. (Ver espuma - III parte).

APARELHO SCHOPPER-RIEGLER - é o aparelho usado para medir o grau de refinação ou desaguamento da massa, neste caso chamado de Grau Schopper-Riegled (0 SR).

APROVEITAMENTO - ou rendimento de uma fabricação de papel, é a relação expressa em percentagem, entre a produção líquida ou acabada e a relação bruta correspondente da máquina de papel.

AVENTAL - termo empregado para designar o lenço de borracha preso no lábio inferior da caixa de entrada, estendendo-se sobre a tela da mesa plana da máquina de papel. Permite que o fluxo de massa que vem da caixa de entrada, passe para a tela. Imprescindível em máquinas que empregam réguas verticais para regulação do fluxo. Nas máquinas de alta velocidade, que empregam caixas mais modernas, é substituído pela mesa de formação (“forming board”).

BAILARINO - ver rolo bailarino.

BATERDOR DO FELTRO - nome que é dado ao dispositivo usado em máquinas antigas, para manter o feltro limpo. Consiste essencialmente de um eixo onde estão presos no sentido radial pela largura, de 4 a 6 ripas largas de madeira. Ao girar, batem no feltro de maneira intermitente, em um ponto em que este está esticado, geralmente após um chuveiro.

BATERIA DE SECADORES - é o conjunto de cilindros secadores da máquina de papel, normalmente dispostos em duas camadas, divididos em grupos de secagem, com accionamento independente, cada grupo com um ou mais cilindros seca-feltros superiores e inferiores, completos com engrenagens de accionamento, rolos-guia-feltros e guia-papel , esticadores, reguladores, raspas, etc.

BATOQUE - pequeno tronco do cone, feito em geral de madeira, usado para tampar as extremidades do furo da bobina, evitando que este se feche ou se danifique, durante o transporte e manuseio da mesma.

BOBINA - é o nome que se dá ao rolo de papel pronto, depois de enrolado em uma rebobinadeira. As características de uma bobina são o diâmetro externo, largura ou formato e o furo ou diâmetro interno do canudo. Às vezes, ao invés do diâmetro externo, especifica-se o peso.

BOBINÃO - é o rolo de papel bruto saído da enroladeira da máquina de papel, de onde irá para uma máquina de acabamento.

BOBINOSA - ver rebobinadeira.

BOBINADEIRA - ver rebobinadeira.

BOLETIM DE FABRICAÇÃO - o mesmo que ordem de fabricação.

BOMBEIO - o mesmo que abaulamento.

BUCHA - o mesmo que estanga.

BREU - resíduo obtido da destilação da resina de certas espécies de coníferas. É usado em fabricação de papel, para preparar a cola de breu. Sua cor varia com a idade e tipo da madeira, desde um castanho-escuro opaco, até branco transparente. Os tipos mais escuros são classificados pelas primeiras letras do alfabeto, os mais claros pelas últimas.

CAIXA DE ENTRADA - da máquina de papel, é a caixa de construção hidro-dinâmica especial, que controla e distribui continuamente o fluxo de alimentação de massa diluída em toda a largura da mesa plana da máquina de papel. Todas as partes em contacto com a massa são construídas em material não corrosivo, arredondados e polidos para evitar aderência da massa, formando depósitos de sujeira. As velocidades de fluxo da massa são calculadas para não permitir a sedimentação da mesma em nenhum ponto. Em alguns casos usam-se rolos distribuidores para manter as fibras em suspensão. A saída de massa sobre a tela é feita entre os lábios inferior fixo e superior móvel. Este último é provido de parafusos em intervalos pequenos, que permitem regular a abertura e, consequentemente, a espessura em toda a largura da folha de papel. Em alguns casos a parede frontal com o lábio superior podem ser movimentados, para permitir a regulagem do ângulo de incidência do jacto de massa sobre a tela. Conforme a velocidade da máquina, regula-se a velocidade de saída da massa, variando-se a altura hidrostática de líquido no interior da caixa. Nas máquinas modernas de alta velocidade as caixas são fechadas, o nível é constante, e aplica-se pressão ou vácuo para regulagem desta altura hidrostática.

CAIXAS DE SUCÇÃO - são as caixas colocadas na parte superior final da mesa plana da máquina de papel, em toda sua largura, construídas em ferro fundido ou, modernamente, em aço inoxidável, com uma tampa perfurada ou construída em tiras, de madeira, laminado fenólico ou plástico de alto peso molecular, onde é aplicado vácuo para desaguar a folha que se formou sobre a tela. Seu número é variável, sendo o usual de quatro a oito. É o ponto de maior atrito e portanto, de maior desgaste da tela.

CALANDRA - conjunto de rolos sobrepostos, entre os quais o papel passa para receber um acabamento, tal como, alisado, acetinado, etc. Sobre os rolos existe um dispositivo aplicador de pressão. Estão descritas à parte, a lisa ou calandra da máquina de papel, a super-calandra e a calandra gravadora.

CALANDRA GRAVADORA - máquina de acabamento, constituída essencialmente de dois rolos de aço ou ferro fundido coquilhado de elevada dureza, um deles tendo a superfície gravada com desenhos ou padrões que se deseja imprimir no papel. Este, ao passar entre os rolos com pressão, adquire em sua superfície, em relevo, a gravação do rolo.

CALANDRAGEM - acto de passar o papel em uma calandra ou super - calandra.

CALANDRISTA - é o nome que se dá ao funcionário encarregado de operar a super-calandra.(Ver mão-de-obra especializada).

CAMPEÃO - amostra retirada periodicamente do papel que está sendo fabricado, geralmente na enroladeira da máquina, para exame e ensaios de qualidade.

CANTILEVER - tipo de mesa plana que é totalmente suportado por vigas transversais, podendo ficar em balanço do lado do accionamento, para permitir a colocação rápida da tela que foi previamente montada em uma armação apropriada, do lado do condutor.

CANUDO - ou tarugo é o nome que se dá ao tubo de papelão ou ferro onde é enrolado o papel em bobinas. O diâmetro interno deste tubo é denominado furo da bobina, e o mais usado em nosso país é 7,5 cm. A parede ou espessura do canudo é variável. Geralmente no Brasil, somente as fábricas de papel jornal e kraft usam canudos novos. As demais canudos comprados das redacções dos jornais e fábricas de sacos.

CAULIM - mineral de granulação fina, de composição aluminosilicatosa, que desenvolve plasticidade quando molhado, e endurece quando aquecido. Em nosso país, quanto a origem, são encontrados caolins de natureza primária ou residual e secundária ou sedimentar. Não existem caolins suficientemente puros que possam ser usados sem beneficiamento, o que além das características intrínsecas do caolim, é o que determina sua qualidade.

CARBONATO DE CÁLCIO - produto químico obtido comercialmente pela precipitação da cal com gás carbónico ou carbonato de sódio. Em nosso país é empregado em pequena escala, como carga mineral na massa que compõe o papel ou como pigmento para revestimento do papel.

CARGA MINERAL - materiais relativamente insolúveis, de origem mineral, finamente divididos, tais como caulim, carbonato de cálcio, talco, dióxido de titânio, etc., adicionados à massa durante a fabricação do papel, geralmente no tanque de mistura, depois da refinação , com várias finalidades, principalmente para dar ao papel maior alvura opacidade, lisura, maciez, peso e melhorar a absorção de tinta.

CILINDREIRO - é o nome que se dá ao funcionário encarregado, por turma, da operação de toda a preparação de massa, principalmente dos cilindros ou holandesas, e modernamente, dos refinadores, que são as máquinas de preparação propriamente ditas. Verifica normalmente a adição dos aditivos à massa, além do material fibroso que é carregado pelo molasseiro, e, geralmente é o responsável pelo tingimento. Sua função vai até a massa estar pronta no tanque da máquina de papel. (ver mão-de-obra especializada).

CILINDRO - o mesmo que holandesa.

CILINDRO HOLANDES - o mesmo que holandesa.

CILINDRO SECA-FELTRO - é o cilindro secador usado para secar os feltros na máquina de papel.

CILINDRO SECADOR - ou simplesmente secador, é o cilindro de ferro fundido ou chapa de aço, de parede grossa, usado nas máquinas de papel, próprio para receber vapor com pressão e com a superfície externa polida, com a qual o papel entra em contacto, pressionado ou não por um feltro secador. Em uma das tampas laterais, geralmente do lado do accionamento, existe através do eixo uma entrada para o vapor e uma saída para o condensado, vedada por uma união rotativa. O condensado é retirado do secador normalmente por meio de um pescador ou sifão. O diâmetro externo dos cilindros secadores mais usados são de um metro a um metro e meio.

CILINDRO SECADOR ACABADOR - é o cilindro secador empregado em algumas máquinas, logo após o cilindro secador monolúcido.

CILINDRO RESFRIADOR - são os cilindros colocados em número de um ou dois, no final da bateria de secadores, com água circulando em seu interior, com o objectivo de resfriar o papel depois de seco. Normalmente são revestidos de cobre ou cromo duro.

COIFA DE VENTILAÇÃO - ou capota de ventilação, é a cobertura em toda ou em parte da bateria de secadores da máquina de papel, provida de exaustores e dutos com o objectivo de captar o ar saturado de humidade que é evaporado do papel nos secadores eliminando-o para fora do prédio. Algumas vezes, parte deste ar é recirculado e insuflado novamente depois de aquecido e misturado com ar fresco. Em nosso país, geralmente, as coifas são construídas de chapas de alumínio, revestidas ou não de material isolante, tal como fibra de vidro, ou construídas em placas de fibro cimento.

COLA ANIMAL - é a substância formada por colóides orgânicos de estrutura protéica complexa, obtida de matérias animais tais como ossos, nervos e cascos. É usada na indústria como adesivo geral e para gomar o papel. Em alguns sistemas de recuperação de fibras que utilizam a flotação, é empregada para activar a mesma.

COLA BEWOID - é a cola de breu fabricada pelo processo patenteado de nome “Bewoid”com alto teor de resina livre (em torno de 90%) dispersa em uma pequena quantidade de resina saponificada, estabilizada pela presença de mais ou menos 2% de uma proteína, geralmente caseína.

COLA DE BREU - ou simplesmente cola, é o nome que se dá a dispersão obtida pelo tratamento de certos tipos de breu com álcali. O breu pode ser totalmente saponificado ou conter ainda um certo teor de resina livre. É usada para dar ao papel o efeito de colagem, sendo adicionada na massa durante a fabricação, no tanque de mistura ou no desagregador. Em nosso país, empregam-se hoje desde os tipos rudimentares de cola preparada, fabricado nas próprias fábricas, a cola “Bewoid”e a cola fortificada, esta última fabricada apenas em escala industrial, por firmas especializadas.

COLA FORTIFICADA - é a resina de breu modificada quimicamente, e com mistura de produtos químicos específicos, com o objectivo de aumentar seu poder de colagem.

COLA PREPARADA - é o termo usado para designar a cola de breu feita na própria fábrica, com a saponificação do breu por álcali. Normalmente neste tipo de cola o teor de resina livre é baixo.

COLAGEM - acto de adicionar cola à massa durante a fabricação , geralmente no tanque de mistura, holandesa ou desagregador. A cola é precipitada sobre as fibras pela adição posterior de sulfato de alumínio, dando ao papel pronto a propriedade de colagem, isto é, tornar-se menos absorvente a água e líquidos aquosos. Os papéis absorventes não levam cola, já nos papéis de impressão a colagem é de suma importância.

COLAGEM SUPERFICIAL - é o nome do tratamento superficial que se dá ao papel, em uma prensa adequada chamada prensa de colagem localizada entre o segundo e terceiro terço da bateria de secadores, consistindo essencialmente em impregnar o papel em ambos os lados, com um adesivo, a maior parte das vezes amido modificado. Influem na maior ou menor absorção do adesivo o grau de humidade da folha, sua colagem interna, a pressão da prensa e as características do adesivo, tais como viscosidade, concentração e temperatura. O objectivo da colagem superficial é evitar que durante a utilização do papel, desprendam-se do mesmo partículas de fibras e carga mineral, e melhorar suas características de impressão.

CONCENTRAÇÃO - ver consistência.

CONDENSADO - é o vapor condensado e retirado dos secadores, que é bombeado novamente para água de alimentação das caldeiras.

CONDICIONADOR DO FELTRO - nome genérico que se dá aos dispositivos usados nas prensas húmidas para manter os feltros limpos. Os tipos mais usados são as prensas lava-feltros, precedidas de chuveiros, podendo às vezes ter um dos rolos de sucção, e os lavadores a vácuo, que consistem de um tubo onde de aplica vácuo. No sentido longitudinal possuem um rasgo de abertura regulável nas duas extremidades, de acordo com o formato da folha de papel. As beiras do rasgo que entram em contacto com o feltro são revestidas por tiras de bronze, madeira, laminados, de resina fenólica ou plástico de alto peso molecular. Em alguns casos o rasgo é coberto em toda sua extensão por meio de uma tampa perfurada feita dos mesmos materiais citados. Outro tipo muito usado emprega uma ou mais sapatas que, oscilam alternadamente em toda a largura do feltro. Na parte posterior da sapata injecta-se água quente, e na parte posterior aplica-se vácuo. As sapatas são revestidas dos mesmos materiais citados.

CONDUTOR - é o nome que se dá ao funcionário encarregado por turma, da operação da máquina de papel, isto é , desde o tanque da máquina até a enroladeira, sendo responsável não só pela operação da máquina em si, mas também, pela qualidade do papel. (Ver mão de obra especializada).

CONSISTÊNCIA - Referente à massa, é a percentagem de material sólido seco absoluto contido na massa. Alguns referem-se à consistência como concentração. É determinada secando-se uma amostra de peso conhecido até o peso constante, e dividindo-se este peso pelo peso da amostra, depois multiplicando-se por 100 para obter-se a consistência em percentagem.

CORANTES - são os corpos que exercem determinada absorção selectiva da luz branca. Quanto a sua procedência, são classificados em minerais e orgânicos ou anilinas. Na indústria de papel empregam-se mais os últimos.

CORDAS - são as cordas de sisal, algodão, nylon, ou algodão reforçado com nylon, usadas no sistema de cordas para passagem da ponta na máquina de papel.

CORTADEIRAS - máquina usada para cortar os rolos de papel, bobinas ou bobinões, em folhas. Geralmente corta vários rolos de uma só vez, totalizando um certo número de gramas por metro quadrado, que é o seu limite de corte. No sentido longitudinal, as folhas são cortadas por pequenas facas rotativas, em número variável, dispostas de acordo com os formatos que se deseja. Sempre são cortados refilos laterais. No sentido transversal, as folhas são cortadas por um ou dois facões. No primeiro caso, diz-se que a cortadeira é simplex, permitindo apenas um corte transversal. No segundo caso, é chamada duplex, permitindo simultaneamente cortar parte do papel em um formato e parte em outro.

CORTADOR - é o nome que se dá ao operário encarregado de operar a cortadeira (Ver mão-de-obra especializada).

CORTE - ( 1 ) termo usado para designar a acção de corte das fibras durante a refinação da massa ( 2 ) operação de cortar o papel em folhas na fase de acabamento, em uma cortadeira.

COSTURAR A TELA - operação de costurar manualmente com fio adequado do mesmo material, um furo ou rasgo na tela da máquina de papel. Em alguns casos, é mais rápida e vantajosa a soldagem de um remendo. Esta operação é feita tendo em vista apenas prolongar a vida da tela até um momento mais oportuno para sua troca, uma vez que, normalmente, uma costura ou solda na tela ocasiona sérios transtornos à fabricação do papel.

COSTURAR O FELTRO - operação de costurar com um fio resistente um furo ou rasgo que aparece em um feltro húmido ou secador durante sua utilização, com a finalidade de aumentar sua duração ou prolongá-la até um momento mais adequado para sua troca.

“DEFLAKER” - o mesmo que refinador de refugo.

DEPURAÇÃO - é o nome da operação que consiste em fazer a massa diluída atravessar um depurador, para eliminação de aglomerados de fibras ou impurezas das matérias primas e das diversas fases do processo de fabricação. Imediatamente antes da caixa de entrada da máquina de papel, sempre é feita uma depuração. Dependendo da matéria-prima empregada, também é feita em outras secções da preparação de massa, especialmente quando são empregadas aparas sujas.

DEPURADOR PLANO - é o tipo de depurador consistindo essencialmente de uma peneira vibratória plana. Esta normalmente é feita de uma chapa de material não corrosivo, com furos ou rasgos de tamanho apropriado. Em fabricação de papel são geralmente usados ou para uma depuração grosseira de aparas, ou como último estágio da depuração, imediatamente antes da máquina de papel, para reaproveitamento do resíduo de outros depuradores.

DEPURADOR ROTATIVO - é um tipo de depurador antiquado, que consiste essencialmente de um cilindro horizontal rotativo, construído de material não corrosivo, tendo geralmente fendas ou rasgos em todo seu corpo. Este é montado em uma caixa, geralmente de madeira, revestida ou não de material não corrosivo, e é accionado por um mecanismo de rotação e vibração lenta. Em alguns tipos a massa passa de dentro para fora, em outros, ao inverso, porém, sempre por gravidade. Eram utilizados imediatamente antes da máquina de papel, estando hoje sendo substituídos pelos depuradores verticais pressurizados.

DEPURADOR VERTICAL - é o tipo de depurador modernamente usado, que consta essencialmente de um corpo vertical, de chapa ou ferro fundido, revestido ou não de material não corrosivo, tendo em seu interior uma peneira vertical perfurada, fixa. No centro, giram, presas em um eixo, duas ou mais palhetas de formato hidrodinâmico colocadas bem próximas da superfície interna na peneira. Estas palhetas provocam uma pulsação na massa, obrigando-a a atravessar a peneira mantendo-a limpa. São alimentados por bomba e instalados imediatamente antes da máquina de papel. Os rejeitos são retirados de uma caixa lateral existente na parte inferior de madeira intermitente, automática ou manual.

DESAGRAGADOR - ou “pulper”, é a máquina usada no início do processo de fabricação do papel, com a finalidade de desagregar a matéria prima fibrosa, celulose, pasta mecânica ou aparas. Consiste essencialmente de uma cuba ou tanque, circular ou de forma apropriada, afunilada no fundo, construído de chapa ou concreto armado, tendo geralmente no fundo um rotor circular com ranhuras ou pás, ou mesmo uma hélice. Em alguns casos o rotor é instalado lateralmente, e pode também haver mais de um. É colocada água dentro do tanque da máquina, e o material jogado aos poucos, vai sendo desfibrado pelo rotor, formando uma suspensão de fibras em água, normalmente de 4 a 7%. Em alguns casos os ingredientes necessários à fabricação do papel, tais como cola, sulfato, caulim, anilinas, etc., são adicionados directamente no desagregador, todos ou em parte. Hoje em dia, tipos especiais são usados para desagregar aparas ou refugo (Ver desagregador contínuo).

DESAGREGADOR DE APARAS - ver desagregador contínuo.

DESAGREGADOR CONTÍNUO - é o tipo de desagregador, onde a massa pronta é extraída continuamente por meio de bomba, fibroso também são adicionados de forma contínua. Quase sempre são empregados para desagregar refugo ou aparas. Neste último caso, trabalha em baixa concentração, tendo como acessórios uma caixa lateral, colocada no fundo, para recolher impurezas pesadas, tais como pedaços de ferro ou metal, e um extractor para cordas e barbantes. A saída é protegida por uma chapa perfurada, para evitar a saída de material não desfibrado.

DESAGREGADOR DE REFUGO - é o desagregador usado para desagregar o refugo da máquina. Geralmente é um tipo de desagregador contínuo, e sua forma é rectangular, arrendondada nos lados menores. Pode possuir um ou mais rotores, geralmente laterais, ou um eixo passante onde estão presos diversos jogos de hélices ou pás. É instalado quase sempre em baixo da lisa, enroladeira e prensa de colagem da máquina de papel.

DETERGENTE - são empregados na indústria de papel em vários lugares, principalmente para a limpeza dos feltros húmidos da máquina de papel.

DETINTAGEM DO PAPEL - (DEIKING) - é o nome que se dá a operação de recuperação do material fibroso das aparas, removendo ou descobrindo a tinta , materiais constantes, cargas minerais e outras impurezas que elas contenham. Em nosso país é empregado em pequena escala.

DEFICIÊNCIA - com referência à máquina de papel, é a relação entre a produção efectiva da máquina e a produção teórica no mesmo período de tempo.

EMENDA “CLIPER”DO FELTRO - é o tipo de emenda especial , usada nos feltros secadores de algodão ou plástico , que consiste em pequenas argolas presas nas duas extremidades, entre as quais introduz-se um fio especial para manter as pontas unidas. Uma das extremidades normalmente possui uma virola, que cobre a emenda, evitando que esta marque o papel. Este tipo de emenda permite a colocação rápida do feltro secador, geralmente de grandes dimensões.

EMENDA DO FELTRO TUBULAR - São as riscas paralelas marcadas propositadamente no sentido transversal dos feltros tubulares, húmidos ou secadores, que por sua configuração permitem avaliar se este está esticado por igual , ou se o tecido apresenta alguma torção, proposital ou ocasional, em seu esticamento.

EMENDA DO PAPEL - São as junções feitas na folha contínua de papel, durante a operação de rebobinamento, das quebras que ocorrem naquela no transcorrer de sua fabricação na máquina. O tipo de emenda mais usado é a simples colagem das duas pontas por superposição. Em casos especiais empregam-se as emendas termoplásticas, onde o adesivo colocado nas duas faces de uma fita plástica, adere ao papel pela passagem de um ferro de engomar aquecido.

EMPACOTADEIRA - é o nome que se dá a funcionária que empacota o papel. (Ver mão de obra especializada).

ENGROSSADOR DE MASSA - ou recuperador de tambor, é a máquina usada como recuperador de fibras, constando essencialmente de um tambor cilíndrico, construído de uma armação geralmente de material corrosivo, tendo seu corpo revestido de uma tela metálica fina, normalmente tela usada da máquina de papel. Este tambor gira dentro de uma caixa quase sempre com duas cabeceiras de ferro fundido ou chapa, e corpo de madeira, ou em alguns casos, construída em alvenaria e revestida de azulejos. A água de recuperação que é alimentada na parte externa do tambor, ao atravessar a tela, forma um depósito de fibras sobre a superfície da mesma, que passa a servir como camada filtrante. Na parte superior do tambor é colocado um rolo de borracha, fazendo-se ligeira pressão sobre o mesmo. A camada de fibras passa então do tambor para o rolo continuamente, sendo retirada do último por uma raspa, caindo em uma calha, de onde vai normalmente para o tanque de mistura. Rotineiramente o trabalho do recuperador é intermitente, funcionando automaticamente em função do nível na caixa externa.

ENROLADEIRA - parte final da máquina de papel, onde este é enrolado. Os tipos mais antigos de máquinas, de baixa velocidade, usam a enroladeira chamada de fricção. Modernamente, é mais empregada a chamada de tensão constante, ou tipo “Pope”.

ENROLADEIRA DE FRICÇÃO - é o nome que se dá às enroladeiras usadas em máquinas antigas de baixa velocidade, onde são utilizados dois eixos separados, que funcionam alternadamente. Cada eixo é provido de uma fricção e um freio regulável, onde a tensão é ajustada manualmente, durante o enrolamento do papel. Quando o rolo fica pronto, quebra-se o papel manualmente e passa-se a enrolalo no outro eixo, o que permite a retirada do primeiro rolo.

ENROLADEIRA DE TENSÃO CONSTANTE - também chamada enroladeira tipo “Pope”, é a enroladeira da máquina de papel constando essencialmente de um tambor ou cilindro de ferro fundido , de dimensões apropriadas, sobre o qual gira a estanga onde o papel é inicialmente enrolado. A estanga é suportada por dois braços laterais móveis. A medida que o papel vai sendo enrolado na estanga contra o tambor, os braços móveis vão afastando o centro da estanga, de modo que a tensão do papel permaneça constante. Para a troca dos rolos existe um segundo conjunto de suportes, onde é colocada uma segunda estanga, que, ao tocar o tambor antes da estanga primitiva, permite o enrolamento do papel, liberando o rolo pronto. A medida que o rolo cresce, é passado do segundo conjunto de braços móveis para o primeiro. Nas enroladeiras de tensão constante modernas, estas operações são normalmente feitas com comando pneumático, hidráulico e eléctrico.

ENROLADEIRA “POPE” - o mesmo que enroladeira de tensão constante.

ESCOLHA - é o nome que se dá à operação de escolher o papel plano manualmente, retirado as folhas rasgadas e defeituosas. Genericamente a operação de escolha envolve também as operações subsequentes de contagem, revisão, empacotamento e rotulagem.

ESCOLHEDEIRA - é o nome que se dá à funcionária que escolhe o papel (Ver mão de obra especializada).

ESTANGA - ou bucha, é o nome dado ao tubo de ferro, papelão ou madeira usado para enrolar o papel na enroladeira da máquina de papel e nas máquinas de acabamento.

FABRICANTE DE PAPEL - é o nome que se dá ao técnico especializado em fabricação de papel.

FACAS - são empregadas em vários pontos da fabricação de papel, celulose e conversão , facas de aço especial , próprias para cada aplicação . (Ver I Parte - picador: -
II Parte - refinadores e holandesa, cortadeira, rebobinadeira e guilhotina).

FÉCULA - nome que se dá ao amido , obtido de raízes tuberosas, tais como mandioca, batata, etc.

FELTRO AGULHADO - é o feltro húmido fabricado por uma técnica moderna, que permite a filtragem de materiais compostos de fibras que não podem ser filtrados naturalmente como a lã. Por este meio fabricam-se hoje feltros húmidos com até 100% de fibras sintéticas.

FELTRO LUSTRADOR - também chamado de loninha, é o feltro usado na prensa do cilindro secador monolúcido.

FELTRO MACHÃO - Ver machão.

FELTRO MARCADOR - é o feltro lustrador que apresenta listas no sentido longitudinal, para marcar o papel na prensa do cilindro secador monolúcido. É usado em alguns tipos de papel de embalagem.

FELTRO PEGADOR - é o feltro húmido empregado nas máquinas que utilizam sistema pegador ou “pick-up”, para retirar a folha do rolo de sucção da tela para a primeira prensa. Nas máquinas de forma, é o feltro húmido que retira as várias camadas das formas redondas.

FELTRO SECADOR - Também chamado de lona, é o feltro de tecido contínuo ou não , empregado na máquina de papel, para pressionar o papel contra a superfície dos cilindros secadores. Quando de lã , é fabricado sob forma tubular, e quando de algodão , ou algodão amianto , e modernamente de plástico, possui vários tipos de emendas denominadas emendas “clipper”.

FELTRO TUBULAR - é o nome dado aos feltros tecidos de forma tubular, para que não apresentem emendas. Este processo é usado para os feltros húmidos e para os secadores de lã.

FELTRO HÚMIDO - é o feltro de tecido contínuo, empregado na máquina de papel, para suportar mecanicamente a folha húmida através das prensas da máquina, servindo ao mesmo tempo durante aprensagem, de acolchoamento e meio absorvente da água contida na folha. São fabricados sob a forma tubular, para evitar emendas que marcariam a folha, feitos de lã de alta qualidade, misturada com fibras sintéticas. Nas máquinas de alta velocidade empregam-se modernamente os feltros agulhados.

FIBRILAÇÃO - termo usado em refinação da celulose para papel, significando a acção de esgarçamento das paredes das fibras, proporcionando maior área de contacto entre as mesmas, de maneira a permitir maior ligação entre as fibras no papel pronto.

FINOS - partículas de material celulósico não fibrosos ou de pedaços de fibras, constantes da massa refinada. Inclui-se geralmente também as partículas de carga mineral e outros materiais adicionados à massa.

‘FOIL’ - ou “hidro-foil”, é a tira de material plástico de alto peso molecular, fixada em um suporte de aço inoxidável, e montada isolada ou em grupos, na mesa plana da máquina de papel, sob a tela, tocando-a ligeiramente, com o objectivo de provocar o desaguamento da massa que está sobre a tela. Nas máquinas modernas substitui em todo ou em parte os rolos desaguadores.

FORMA DIRECTA - é a forma redonda onde o fluxo da massa acompanha o sentido de rotação do tambor. Permite maiores variações de gramagem da folha, podendo atingir valores da ordem de 150 g/mª ou mais.

FORMA EM CONTRA-CORRENTE - é a forma redonda onde o fluxo de massa é contrário ao sentido de rotação do tambor. Permite variações de gramagem de 80 a 120 g/mª, com a vantagem de dar uma melhor distribuição que a forma directa. Possui ainda um ladrão do lado oposto à entrada da massa, que recircula o excesso da mesma.

FORMA REDONDA - é a parte da máquina de formas onde a folha é formada. É constituída essencialmente por duas laterais de ferro, entre as quais existe uma caixa de fundo circular, geralmente de madeira ou material não corrosivo. Dentro da caixa gira o tambor, cujo eixo está suportado nas laterais. Este tambor é cilíndrico, construído em estrutura de material não corrosivo, sendo revestido por uma tela. Nas extremidades laterais, é vedado pelas laterais da caixa. A massa é distribuída uniformemente por toda a largura do cilindro, pela parte externa, em baixa concentração, geralmente de 0,2 a 0,4%. Passando a água da tela para o interior do tambor, fica formada uma folha sobre a superfície da tela. Quando o tambor gira, a folha é recolhida continuamente na parte superior pelo feltro pegador, pressionado por um rolo compressor de borracha. Existem dois tipos de forma: a forma direita e a forma em contra-corrente.

FORMADOR DE FOLHAS - aparelho usado no laboratório, para formar, partindo de uma suspensão de fibras, uma folha para ensaio em condições padronizadas.

FORMATO DA BOBINA - é a largura da bobina.

“FORMING BOARD” - ou mesa de formação, é o nome que se dá ao suporte construído em aço inoxidável, recoberto de tiras de material de baixo atrito, tais como laminados de resina fenólica ou plástico de alto peso molecular, colocado na mesa plana da máquina de papel, logo após o rolo cabeceira, para suportar a tela ao receber o impacto do jacto de massa vindo da caixa de entrada.

FREENESS - maneira empírica de exprimir o grau de refinação obtido no aparelho Schopper-Riegler, onde se usa uma escala inversa,, lendo-se em milímetros o que alta para completar um litro, para exprimir-se o desaguamento e não a retenção de água pelas fibras. Não é uma prática recomendável, pois confunde-se o resultado com o de aparelhos de características inteiramente diferentes, tais como o “Canadian Standard”e o “Williams”, muito usados na América do Norte, e que medem efectivamente o grau de desaguamento ou freeness.

FUNIL DECANTADOR - é um tipo de recuperador de fibras que consiste essencialmente de um funil de grandes dimensões, construído em concreto armado revestido ou não de azulejo. A água de recuperação é alimentada pelo centro na parte superior, e distribuído uniformemente por meio de chicanas por toda a circunferência. As fibras e os materiais sólidos extraídos pelo fundo, e a água limpasai pela periferia.

FURO DA BOBINA - ver canudo.

“GARRINCHA” - ver rolo abridor.

GRAU DE DESAGUAMENTO - ver grau de refinação.

GRAU DE MOAGEM - ver grau de refinação .

GRAU DE REFINAÇÃO - também chamado de grau de moagem , grau de desaguamento ou grau de refino, é a medida de esgotamento de uma folha, ao ser formada em um aparelho específico em condições determinadas. No Brasil, o aparelho mais usado é o de Schopper-Riegler, chamando-se neste caso o grau medido de grau Schopper-Riegler, ou abreviadamente º SR ( ver também “freeness”).

GRAU DE REFINO - ver grau de refinação.

GRAU DE SHOPPER RIEGLER - é o grau de refinação medido no aparelho Shopper-Riegler, no qual o grau cresce quanto maior for a retenção de água pelas fibras.

GUILHOTINA - máquina de acabamento equipada com uma pesada faca, bem afiada, usada para cortar intermitentemente certa quantidade de papel em folhas.

HIDRATAÇÃO - é o termo que se usa para designar o tratamento dado às fibras durante o processo de refinação, que aumenta a retenção de água pela massa, dificultando seu desaguamento. Não é uma hidratação no sentido químico verdadeiro.

“HIDRO FOIL” - ver “foil “.

HOLANDES - ver holandesa.

HOLANDESA - Holandês, cilindro holandês ou simplesmente cilindro , é a máquina de refinação de massa que consiste essencialmente de um tanque de concreto ou alvenaria, normalmente revestido de azulejos. Sua forma é rectangular, arredondada nas duas cabeceiras, com uma separação vertical no centro. Em um dos lados é instalado um cilindro ou tambor provido de facas de material duro e resistente, ou de uma pedra especial de lava-basalto. O cilindro girando com pressão sobre uma platina ou encosto, do mesmo material, colocada no fundo do tanque, além de fazer a massa circular pelo tanque, dá às fibras o tratamento mecânico chamado refinação. Para facilitar a circulação da massa, que geralmente está em uma concentração de 5 a 8 % , o fundo do tanque é provido de declive, mais alto na saída do cilindro. Estas máquinas modernamente estão sendo substituídas pelos refinadores, contínuos que usam menos energia eléctrica e mão - de - obra. São mantidas apenas em instalações para papeis especiais, onde o processo de refinação deve ser mais cuidadoso, permitindo um controle gradativo da refinação. Quando empregadas, geralmente nela são adicionados os ingredientes que entram na composição do papel, tais como cola, sulfato, caulim, anilinas, etc.

JACARÉ - tipo desagregador pouco empregado em nossos dias, usado no início do processo de fabricação de papel, com finalidade de desagregar a matéria prima fibrosa: celulose, pasta mecânica ou aparas. Consiste essencialmente de um tubo cilíndrico horizontal, dentro do qual gira um rotor semelhante a um parafuso sem fim. Nas paredes internas do cilindro são fixadas pontas ou pedaços de chapa, contra os quais o rotor comprime e atrita o material, procedendo ao desfibramento . Modernamente estão sendo substituídos pelos desagregadores ou “pulpers”.

JORDAN - é um tipo de refinador cómico, quase sempre usado após o tanque da máquina de papel, com a finalidade de dar o acabamento final da refinação . Geralmente dá-se mais importância neste caso, a acção de corte, sendo por isso instalado com baixa rotação e facas estreitas. Serve também para desmanchar quaisquer aglomerados de fibra que venha com a massa, tal como refugo mal desfibrado.

LADO DO CONDUTOR - ou lado da frente da máquina de papel , é o lado de operação da m’quina, isto é, oposto ao lado do accionamento.

LADO DA FRENTE - Ver lado do condutor da máquina de papel.

LADO DE TRÁS - ver lado do accionamento da máquina de papel.

“LAMBRETA“ - ver rolo “lump-breaker”.

LIMO - o mesmo que lodo.

LINHA DE CONTACTO - também chamada de “nip “ é a faixa de contacto entre dois rolos da máquina de papel, entre os quais este passa. A largura desta faixa deve ser o mais uniforme possível, para evitar que o papel receba pressões diferentes em sua largura. A flexão do rolo inferior ocasionada pela pressão e peso próprio do rolo ou rolos superiores, é compensada pelo abaulamento. Costuma-se marcar esta linha de contacto, colocando-se entre os rolos uma folha de papel carbono com outra de papel branco, ou então uma folha fina de alumínio apropriado, aplicando-se a pressão de trabalho dos rolos. Pela forma da impressão deixada no papel, verifica-se o abaulamento está correcto.

LISA - também chamada de calandra, é o conjunto de rolos superpostos, entre os quais passa o papel. Sobre os rolos aplica-se pressão. São colocados imediatamente antes da enroladeira da máquina de papel. Construídos de ferro fundido coquilhado, possuem alta dureza e são rectificados com elevada precisão. Em alguns casos são ocos por dentro, podendo-se aplicar conforme se desejar, vapor ou água de resfriamento. Seu número varia de 2 a 8, dependendo da gramagem do papel e do grau de alisamento que se deseja, sendo o mais comum de 6 a 8. O rolo inferior é abaulado com precisão, para compensar a deflexão provocada pelo peso próprio dos rolos e pela pressão aplicada. Normalmente os rolos são providos de raspas para evitar que o papel se enrole nos rolos. No lado que entra o papel, devem existir protecções de segurança, para evitar que os operadores se machuquem ao passar o papel. As lisas modernas são providas de ventilação, que além de resfriar os rolos, podem ser dirigida para faixas determinadas, compensando em parte o desgaste desigual dos rolos que ocasionam irregularidades no papel.

LODO - ou limo, é o nome genérico dado às formações de bactérias ou fungos que aparecem na massa. Podem formar-se por várias razões, e chegam às vezes a constituir problema sério, de manchas no papel, ocasionando quebras na máquina contínua. Neste caso geralmente são combatidos com produtos químicos específicos.

LONA - ver feltro secador.

LONINHA - ver feltro lustrador.

“LUMP-BREAKER” - ver rolo “lump-breaker”.

MALHA DA TELA - é o número de fios trama ou corrente por unidade de comprimento, nos países que usam sistema métrico, por centímetro linear.

MANCHÃO - ou feltro manchão é a camisa de feltro tubular que é vestida no rolo manchão, e fixada neste por encolhimento e amarração lateral.

MÃO DA MÁQUINA - por convenção, é o lado da transmissão da máquina quando esta é olhada da enroladeira para a caixa de entrada.

MÃO DE OBRA ESPECIALIZADA - Como toda indústria , a de papel, possui um certo número de técnicos especializados no ramo, cujas tarefas possuem nomes específicos. Citamos os mais característicos que são: fabricante, molasseiro, cilindreiro, condutor, primeiro assistente, prensista, refugueiro, rebobinador, calandrista, cortador, escolhedeira, empacotadeira, revisora.

MÁQUINAS DE FORMAS - é o nome dado à máquina de papel , onde a formação da folha é feita em formas redondas. Geralmente são usadas para cartão ou papelão de pesos altos, onde se deseja várias camadas. Cada camada é formada em uma forma. Um feltro chamado feltro pegador, passa sucessivamente entre o tambor e o rolo compressor de borracha, de cada forma, superpondo as várias camadas. Formada a folha esta vai para as prensas húmidas e secadores de maneira convencional.

MÁQUINA FOURDRINIER - é o nome dado à máquina de papel onde a formação da folha é feita em uma mesa plana.

MÁQUINA DE PAPEL - genericamente é o nome dado ao equipamento usado para, de uma suspensão de fibras vegetais, devidamente preparada , formar, secar e acabar uma folha contínua de papel ou cartão. Consta essencialmente de uma secção formadora, que pode ser uma mesa plana nas máquinas Fourdrinier ou formas redondas nas máquinas de forma. Depois de formada a folha passa por uma secção de prensas húmidas, onde o papel é prensado contra os feltros húmidos e segue para a bateria de secadores, onde a água é evaporada pelo contacto do papel com os cilindros secadores. Uma vez seco o papel passa pela lisa ou calandra e é enrolado continuamente na enroladeira ou cortado em folhas no caso de alguns cartões ou papelões.

MÁQUINA DE PAQPELÃO - ver prensa pasta.

MÁQUINA YANKEE - tipo especial de máquina Fourdinier, usada para a fabricação de papéis higiénicos e de baixa gramagem. Consta de uma mesa plana, com um feltro pegador que retira a folha da tela e a leva até a prensa do cilindro monolúcido, que normalmente é o único cilindro secador da máquina.

MASSA - nome genérico que se dá ao material fibroso , em suspensão, durante sua utilização no processo de fabricação de papel e celulose.

MASSA CRÚA - ou não trabalhada, é a massa antes de ser refinada.

MASSA DILUÍDA - o mesmo que massa mole.

MASSA DURA - ou massa grossa é a massa em alta concentração.

MASSA GORDA - é a massa muito refinada.

MASSA GROSSA - o mesmo que massa dura.

MASSA MAGRA - é a massa pouco refinada.

MASSA MOLE - diluída ou rala, é a massa em baixa concentração.

MASSA NÃO TRABALHADA - o mesmo que massa crua.

MASSA PRONTA - é a massa depois de refinada, adicionados todos os aditivos que entram na fabricação do papel.

MASSA RALA - o mesmo que massa mole.

MASSA REFINADA - ou trabalhada é a massa que passou pela operação de refinação.

MASSA TRABALHADA - o mesmo que massa refinada.

MESA DE FORMAÇÃO - o mesmo que “”forming board”.

MESA PLANA - Parte da máquina de papel tipo Fourdrinier, onde a folha é formada. Essencialmente é a parte da máquina que suporta a tela. Esta estende-se do rolo cabeceira ao rolo de sucção ou nas máquinas antigas, à prensa manchão. Entre estes dois rolos, em contacto com a tela suportando-a desaguando a folha formada, estão em ordem de colocação partindo do rolo cabeceira, o “forming-board” modernas, e as caixas de sucção. A massa é alimentada em toda a largura da tela pela caixa de entrada, e a folha é retirada no rolo de sucção para o feltro da primeira prensa húmida ou extraído pelo feltro pegador. O rolo cabeceira e o começo da mesa plana geralmente são sacudidos lateralmente pelo sacudidor, com o objectivo de melhorar a formação do papel, e entrelaçamento das fibras. A mesa plana possui ainda ou dois esticadores para a tela, mecânicos ou hidráulicos, e um guia da tela, manual nas máquinas de baixa velocidade, e automático, mecânico, pneumático ou hidráulico nas de alta velocidade. A água esgotada da tela é recolhida em calhas ou bandejas, sendo levada para o poço da tela. Em baixo do rolo de sucção está o poço do rolo de sucção, que recebe a folha húmida quando esta rompese na passagem da tela para a primeira prensa húmida. A tela volta do rolo de sucção para o rolo cabeceira, suportada pelos rolos de retorno da tela. Todos os materiais que entram na construção da mesa plana devem ser anti-corrosivos.

MOLASSA - antiga máquina , usada no início do processo de fabricação de papel, com a finalidade de desfibrar a matéria-prima fibrosa, isto é, celulose, pasta mecânica ou aparas. Consiste essencialmente de uma cuba redonda, quase sempre de concreto, com eixo vertical rotativo no centro onde são fixadas duas pesadas pedras circulares, geralmente de granito. O material é desfibrado por esmagamento, ligeiramente humedecido, sendo depois de completada a operação, transferido por meio de calhas ou manualmente para as máquinas de refino. Modernamente, estão sendo substituídos pelos desagregadores ou “pulper ”.

MOLASSEIRO - é o nome que se dá ao funcionário encarregado , por turma, da operação das molassa, e que hoje, embora estas tenham sido substituídas pelos desagregadores ou “pulpers”, em algumas fábricas continuam a manter o termo. Geralmente é a pessoa responsável pelo carregamento da máquina segundo a receita de fabricação, no tocante ao material fibroso. Normalmente está subordinado ao cilindreiro que é o responsável pela preparação da massa. (Ver mão-de-obra especializada).

ORDEM DE FABRICAÇÃO - por alguns chamada de boletim de fabricação , é a ordem que vai para a máquina de papel e acabamento , onde consta para cada tipo de papel, as quantidades brutas e líquidas necessárias por gramagem e formato. Normalmente, mencionam-se também, os cuidados a serem tomados, principalmente quanto ao acabamento do papel.

PAPEL ACABADO - ou pronto, é o papel depois de fabricado, já passou por todas as fases de acabamento e acha-se pronto e empacotado para ser remetido ao cliente.

PAPEL EM PROCESSO - é o papel em bobinões ou em pilhas depois de cortado, durante as operações de acabamento.

PAPEL PRONTO - o mesmo que papel acabado.

PARTE HÚMIDA - referente à máquina de papel, é o conjunto formado pela caixa de entrada, mesa plana e prensas.

PASSAR A PONTA - é o nome que se dá a operação de levar uma tira ou ponta da folha formada pelos pichassos na mesa plana da máquina de papel, até a enroladeira . Nas máquinas de baixa velocidade isto é feito manualmente, nas de alta por meio do sistema de cordas.

PASSES DA MÁQUINA DE PAPEL - é o nome que se dá às diferenças de velocidade linear entre secções consecutivas da máquina de papel. Se o papel é traciona, do entre duas secções a ponto de ter que absorver internamente esta tensão, diz-se que o passe está esticado. Ao contrário, se o papel não submetido a tensão alguma, flectindo por seu próprio peso, diz-se que o passe está solto ou “bambo”.

PEGADOR - o mesmo que pick-up.

PH - é o inverso do logarítimo na base dez da concentração de iões de hidrogénio existentes em uma solução aquosa. Exprime a acidez quando menor que sete, a alcalinidade se maior que sete, ou a neutralidade da solução se igual a sete. Sua medida pode ser feita colorimetricamente por meio de indicadores adequados ou com potenciómetros especiais para o fim. Na fabricação do papel tem especial importância para a precipitação da cola sobre as fibras, para o tingimento, e no produto final, principalmente nos papéis de impressão

PICHASSO - é o nome que se dá ao conjunto de jactos d’água de alta pressão, colocando sobre a tela da máquina de papel, entre as caixas de sucção e o rolo de sucção. Dois jactos fixos, um de cada lado, delimitam a largura da folha, os refilos laterais caindo no poço do rolo de sucção. O terceiro jacto, móvel em toda a largura da folha, permite formar uma tira ou ponta, que é o início da passagem do papel pela máquina. Uma vez que esta é passada até próximo do final da máquina, move-se o jacto d’água alargando-a até atingir toda a largura da máquina.

PICK-UP - também chamado de pegador, é o nome genérico dado a qualquer sistema usado para transferência da folha húmida da tela para a primeira prensa da máquina de papel. É empregado nas máquinas Yankees, nos papéis de peso muito baixo, e nas máquinas convencionais em altas velocidades.

POÇO DA TELA - é o poço construído em concreto ou alvenaria , geralmente revés, tido de azulejos, localizado sob a mesa plana da máquina de papel , que recebe a água esgotada da tela e recolhida pelas calhas ou bandejas. Esta água é usada pela bomba de mistura para diluir a massa que vai para a caixa de entrada. O excesso geralmente transborda para o poço do rolo de sucção.

POÇO DO ROLO DE SUCÇÃO - é o poço construído em concreto ou alvenaria , geralmente revestido de azulejo , localizado sob o rolo de sucção da mesa plana da máquina de papel. Recebe a folha húmida quando esta se rompe entre o rolo de sucção e o feltro da primeira prensa húmida. Esta é diluída, desagregada e bombeada para o engrossador de massa, retornando ao sistema.

PRÉ-REFINADOR - ver refinador de refugo.

PRENSA ALISADORA - ou “smoothing press”, é a prensa colocada depois da primeira e segunda prensa, sem feltro, com o objectivo de dar maior alisamento ao papel.

PRENSA DE ALTA INTENSIDADE - são prensas desenvolvidas modernamente, onde por meio de artifícios especiais consegue-se trabalhar com pressão mais elevada. Estes artifícios são de vários tipos, geralmente patenteados, tais como, o emprego de um rolo de pequenas dimensões entre os rolos normais da prensa, o emprego de um rolo inferior ranhurado, e o uso de uma tela plástica entre o feltro e o rolo inferior.

PRENSA DE COLAGEM - também chamada “SIZE-PRESS’é uma prensa consistindo de um rolo de borracha e outro de material duro, geralmente “microrock”, estonite, bronze, granito, ebonite ou ferro revestido de cromo duro ou cobre, instalada depois do segundo terço da bateria de secadores, onde é feita a colagem superficial e, em alguns casos o revestimento, do papel. Em baixas velocidades apenas um rolo é accionado, em velocidade mais altas os dois. Os rolos podem estar montados de forma vertical, horizontal, ou inclinada.

PRENSA COMPACTA - nome genérico dado às prensas que empregam apenas um rolo de sucção com dois rolos actuando sobre ele, de cada lado ou um rolo de sucção que age como “pick-up”de um lado, tendo o rolo da primeira prensa actuando sobre o outro lado.

PRENSA DE SUCÇÃO - é a prensa húmida da máquina de papel, onde um dos rolos superior ou inferior, é um rolo de sucção. Geralmente seu corpo é constituído de uma camisa perfurada de bronze fosforoso, revestida com borracha. As máquinas de baixa velocidade não requerem prensa de sucção. Nas de alta velocidade utilizam-se prensas de sucção na primeira e às vezes na segunda prensa.

PRENSA LAVA-FELTRO - é a prensa utilizada na parte húmida da máquina de papel, com o propósito de manter os feltros limpos. Molha-se o feltro por meio de chuveiros e a água é retirada por expressão na prensa lava-feltro.

PRENSA LAVA-FELTRO DE SUCÇÃO - é a prensa lava-feltro onde em um dos rolos aplica-se um rolo de sucção. Usada em máquinas de alta velocidade.

PRENSA MANCHÃO - é a prensa utilizada no final da mesa plana da máquina de papel, consistindo de um rolo inferior de retorno da tela , geralmente revestido de ebonite, e um rolo superior denominado rolo manchão ou simplesmente manchão. Modernamente não é quase empregada, tendo sido substituída pelo rolo de sucção da tela.

PRENSA MONTANTE - o mesmo que prensa reversa.

PRENSA PASTA - ou máquina de papelão, é a máquina usada para fabricação de papelão, quer de aparas ou de pasta mecânica, e também empregada na fabricação da pasta mecânica. Consta geralmente de uma ou mais formas redondas, e uma prensa húmida. Desta, a folha enrola em um cilindro oco, de ferro fundido, provido de um ou mais rasgos ou sulcos em sua superfície e por toda sua largura. Um cordão introduzido no sulco antes da folha começar a enrolar, permite, depois que várias camadas são superpostas, cortar a manta e extraí-la manualmente. Outro cordão é imediatamente colocado para repetir a operação. Às vezes ao invés do cordão usa-se um pedaço de madeira comprido para rasgar a manta e retirá-la da enroladeira. Da máquina, as mantas geralmente vão secar ao ar livre. No caso do papelão, este passa por operações manuais rudimentares de calandragem, para calibrar a espessura e corte para acertar o formato.

PRENSA REVERSA - ou montante , é aquela em que o papel passa em sentido contrário ao da fabricação, com o objectivo de ter o lado da tela em contacto com o rolo superior liso e o lado do feltro em contacto com o feltro, evitando a dupla-fase no mesmo. Modernamente estão sendo substituídas pelas prensas invertidas de passagem directa.

PRENSAS HÚMIDAS - é o nome dado ao conjunto de prensas da máquina de papel. Incluem o “pick-up”, a primeira e segunda prensa montante ou reversa e a prensa alisadora ou “smoothing-press”. Modernamente estão sendo usados tipos mais evoluídos de prensas, tais como as prensas de alta intensidade e as prensas compactas.

PRENSISTA - é o nome que se dá ao funcionário da máquina de papel encarregado de fiscalizar a tela e os feltros húmidos, além de remover o refugo da parte húmida e ajudar o condutor a passar a ponta . (Ver mão-de-obra especializada).

PREPARAÇÃO DE ADITIVOS - é o nome do sector da preparação de massa, onde são dissolvidos e armazenados prontos para adição, os aditivos usados na fabricação de papel.

PREPARAÇÃO DE AMIDO - é o nome da instalação onde é preparado o amido e demais adesivos usados na colagem superficial do papel.

PREPARAÇÃO DE COLA - é o nome da instalação usada para preparar a cola de breu quando esta é feita na própria fábrica.

PREPARAÇÃO DE MASSA - conjunto de operações por que passa o material fibroso desde sua desagregação até a entrada na máquina de papel. Inclui a desagregação, refinação, depuração, separação centrífuga e adição de todos os aditivos que entram na fabricação de papel.

PRIMEIRA PRENSA - nome dado a prensa que vem imediatamente após a mesa plana de fabricação . Pode ser de passagem directa ou reversa, neste último caso quando se usa um sistema “pick-up”.
Quando emprega o rolo inferior de sucção é chamada prensa de sucção. Os rolos podem ser de vários materiais.

PRIMEIRO ASSISTENTE - é o nome dado ao funcionário imediato do condutor da máquina de papel, responsável pela secagem e enrolamento deste, bem como de retirar os rolos prontos da máquina .(Ver mão-de-obra especializada).

PRODUÇÃO ACABADA - o mesmo que produção líquida.

PRODUÇÃO BRUTA - da máquina de papel é a produção atingida em certo tempo , na enroladeira da máquina, isto é, antes do papel ser refilado e acabado nas máquina de acabamento e escolha.

PRODUÇÃO LÍQUIDA - ou produção acabada, da máquina de papel, é a produção atingida pela máquina durante certo tempo e determinada depois que o papel é dado como pronto, isto é, refilado, acabado, escolhido e empacotado.

PRODUÇÃO TEÓRICA - da máquina de papel, é a produção que esta teria, funcionando ininterruptamente durante certo período, sem quebra do papel. É calculada multiplicando a gramagem do papel, pela largura da folha na enroladeira, pela velocidade e pelo período de tempo em que se deseja saber a produção teórica. Geralmente é expressa em quilos por horas ou toneladas por dia.

“PULPER” - ou raspadeira, é a lâmina fina, de madeira, aço, plástico, latão, etc., colocada por meio de um suporte, de maneira inclinada segundo um ângulo determinado, em toda a extensão de alguns rolos da máquina , com objectivos diversos, tais como, manter os rolos limpos, evitar que o papel se enrole neles, etc. Geralmente, aplica-se alguma pressão na raspa, quer mecânica ou hidraulicamente, em alguns casos, as raspas são oscilantes, accionadas mecânica, hidráulica ou electricamente.

RASPADEIRA - o mesmo que raspa.

REBOBINADEIRA - também chamada por alguns de bobinosa ou bobinadeira, é a máquina de acabamento que desenrola os rolos saídos da máquina de papel, cortando-os no sentido longitudinal e enrolando-os novamente em bobinas prontas. Nela são feitas as emendas das eventuais quebras do papel na máquina, e a tensão de enrolamento é controlada para maior uniformidade das bobinas prontas. Consta essencialmente de uma desenroladeira, provida de um freio, onde é colocado o rolo bruto saído da máquina de papel, e uma unidade de desenrolamento, onde o papel, depois de cortado pelas facas rotativas é enrolado em condições controladas.

REBOBINADOR - é o nome que se dá ao funcionário encarregado de operar a rebobinadeira. (Ver mão-de-obra especializada).

REBOBINAMENTO - operação de acabamento, que consiste em passar o papel em uma rebobinadeira.

RECEITA DE FABRICAÇÃO - é o nome da ordem de fabricação que vai para a preparação da massa, onde consta a composição por carga de material, fibroso e aditivos que entram na fabricação de determinado tipo de papel. Normalmente, menciona-se também, a ordem de adição, o grau de refinação e os cuidados a serem observados, incluindo-se sempre uma amostra do papel se este é colorido.

RECUPERAÇÃO DE FIBRAS - é o nome da operação que consiste em passar as águas servidas da máquina de papel, vindas do poço da tela e do poço do rolo de sucção, por uma instalação de recuperação de fibras, em que estas e , em alguns casos, também os sólidos contidos na água branca, são separados, voltando ao sistema de preparação de massa, geralmente para o tanque de mistura. A água limpa é também reutilizada em vários pontos, tais como chuveiros da máquina, etc. A unidade básica do sistema de recuperação de fibras é o recuperador de fibras.

RECUPERADOR DE FIBRAS - unidade de sistema de recuperação de fibras que emprega para esta recuperação e dos materiais sólidos da água branca, princípios de sedimentação, floculação ou flotação. Em nosso país, os sistemas mais usados são o recuperador de tambor, ou engrossador de massa, o funil decantador e o recuperador de flotação.

RECUPERAÇÃO DE FLOTAÇÃO - também conhecido como tipo Sven Petersen, é o nome pelo qual é conhecido um tipo de recuperador de fibras que emprega a flotação. Consiste essencialmente em um tanque rectangular, construído em concreto armado ou alvenaria, geralmente revestido de azulejos. A água de recuperação bem misturada com cola animal e tendo ar comprimido borbulhado na mistura, é alimentada através de uma válvula dispersora, montada no centro de um dos lador menores. As fibras e materiais sólidos tendem a flotar na superfície, onde são raspadas lentamente por meio de chicanas saindo pelo lado oposto a entrada. A água limpa é retirada pelo fundo, ao longo do comprimento do tanque.

RECUPERAÇÃO DE TAMBOR - o mesmo que engrossar de massa.

REFILOS - tiras cortadas das beiradas dos rolos de papel bruto nas rebobinadeiras e cortadeiras, ou das folhas de papel nas guilhotinas, para ter o formato pronto desejado no papel acabado.

REFINAÇÃO - tratamento mecânico dado às fibras com a finalidade de prepará-las para dar um papel com boa formação e resistência mecânica adequada. Este processo é feito em máquinas denominadas holandesas, e, modernamente, nos refinadores. Para melhor compreensão e ajuste da acção de refinação sobre as fibras, estuda-se esta dividida em três acções distintas: fibrilação, hidratação e corte, descritas a parte.

REFINADOR - máquina contínua de refinação , composta essencialmente de um rotor e um estator, revestidos de lâminas ou facas de aço não corrosivo de elevada dureza. Algumas vezes emprega-se pedra lava-basalto em vez de facas. Por meio de um dispositivo manual ou hidráulico, aplica-se pressão do rotor contra o estator, ou vice-versa. Nos tipos modernos, de alta rotação, os refinadores são sempre alimentados por bomba. Podem ser montados em série, quando a massa passa sucessivamente por cada refinador, ou em paralelo, quando a massa é dividida, uma parte para cada refinador. O circuito de refinação pode ser em “batch”ou intermitente, quando a massa é forçada pela bomba através dos refinadores e volta para o mesmo tanque. Quando atinge o grau de refinação desejado, é passada para tanque de massa pronta. Ou pode ser um circuito contínuo, quando a massa é bombeada através dos refinadores directamente para o tanque de massa pronta. Neste segundo caso, pode haver recirculação ou retorno da parte da massa para a sucção da bomba. Hoje em dia, os tipos mais usados de refinadores são o cónico, o de discos, e o refinador de refugo, descritos a parte.

REFINADOR CÓNICO - é o tipo de refinador onde o rotor e estator têm o formato cónico, sendo a entrada de massa pelo lado de menor diâmetro, e a saída pelo de maior diâmetro. Dependendo da finalidade para a qual é instalado, varia-se a rotação e a largura, o número e a disposição da massa, e a pressão entre rotor e estator. (Ver jordan).

REFINADOR DE DISCOS - é o tipo de refinador que emprega no rotor e estator, discos paralelos, onde estão as facas ou lâminas que procedem a refinação. A massa entra pelo centro e sai pela periferia. Dependendo da finalidade para a qual é instalado, varia-se a rotação e a largura, o número e a disposição das facas. Neste tipo de refinador, geralmente a consistência e o fluxo da massa são mantidos mais ou menos constantes, variando-se apenas a pressão entre rotor e estator. Modernamente estão sendo feitas máquinas chamadas de discos duplos, onde são aplicados dois estatores e dois rotores em uma mesma máquina.

REFINADOR DE REFUGO - também conhecido como “deflaker” ou pré-refinador, é um tipo especial de refinador empregado preponderantemente para complementar a acção imperfeita dos desagregadores de refugo, aparas ou em alguns casos, mesmo da celulose. Basicamente são constituídos de rotor e estator, que juntos formam vários estágios de passagem cada vez mais estreitas, por onde a massa é forçada. A distância entre rotor e estator é mantida constante, sem que estes se toquem sendo ajustados apenas para compensar seu desgaste. Geralmente trabalham em alta rotação relativamente aos refinadores normais cónicos e de discos.

REFUGO - papel separado ou rejeitado em qualquer fase do processo de fabricação . É desmanchado novamente em um desagregador voltando a ser misturado com a massa nova.

REFUGO DO ACABAMENTO - é o papel refugado ou rejeitado durante as operações de acabamento.

REFUGUEIRO - é o nome que se dá ao funcionário encarregado de remover o refugo da máquina de papel e do acabamento, enfardando-o ou carregando-o em um desagregador ou “pulper”. (Ver mão-de-obra especializada).

RÉGUA - é o lábio superior da saída da caixa de entrada da máquina de papel, onde estão localizados os parafusos que permitem a regulagem, normalmente cada 10 cm., da espessura e peso da folha de papel. Nas máquinas de baixa velocidade, são utilizadas as réguas bi-partidas no centro, em número de duas ou três, permitindo regulagem apenas no centro e nas extremidades.

REGULADOR DE CONSISTÊNCIA - instrumento de vários tipos, empregado no processo de fabricação de papel e celulose para manter a consistência ou concentração da massa uniforme.

RENDIMENTO - o mesmo que aproveitamento.

RETENÇÃO - termo usado para definir a percentagem de carga mineral ou outro material sólido não fibroso retido no papel final, em relação ao que foi adicionado à massa. A maior ou menor retenção depende de muitos factores, principalmente do sistema de recuperação empregado.

REVISTADEIRA - (ou Revisora) - é o nome que se dá a funcionária que revê a escolha do papel ( Ver mão-de-obra especializada).

ROLO ABRIDOR - chamado vulgarmente de rolo “garrincha, é o rolo de construção especial, revestido com uma camisa de borracha, permitindo variar sua curvatura. É usado em vários pontos da máquina de papel, tais como, entrada dos secadores, saída da prensa de colagem, entrada da enroladeira, etc., com o objetivo de abrir o papel, impedindo a formação de fichas ou pregas.

ROLO BAILARINO - é o rolo construído de estrutura leve, anti-corrosiva, revestido com uma tela fina, colocado suavemente sobre a tela da mesa plana da máquina de papel, entre as caixas de sucção, com o objectivo de melhorar a distribuição do papel, gravar uma marca d’água ou um acabamento, como vergê por exemplo. Nas máquinas de baixa velocidade, o rolo apresenta um eixo passante sobre o qual é fixada sua estrutura, sendo accionado pela própria tela montados nas periferia de suas extremidades, permitindo a introdução de chuveiros de vapor ou de água, que mantêm a tela limpa, e geralmente são accionados por motor independente, sincronizado com a máquina.

ROLO CABECEIRA - é o primeiro rolo da mesa plana da máquina de papel. Geralmente é revestido ou construído de material não corrosivo, tal como ebonite, bronze centrifugado, fibra de vidro, etc. Nas máquinas antigas, normalmente é retirado para permitir a colocação da tela. Nas máquinas de mesa plana tipo cantilever, apenas é abaixado em um movimento circular, para diminuir o comprimento da mesa plana e permitir a entrada da tela.

ROLO DISTRIBUIDOR - da caixa de entrada da máquina de papel, são rolos construídos de um tubo de material não corrosivo, perfurado em toda sua superfície , accionado em baixa rotação, geralmente variável, colocado em determinada secção da caixa de entrada, de modo que a massa é forçada a atravessá-lo lateralmente, impedindo a floculação da mesma.

ROLO “LUMP BREAKER” - chamado vulgarmente de “lambreta”, é o rolo revestido de borracha macia, colocado sobre o rolo de sucção da tela da máquina de papel, com o objectivo de prensar os eventuais aglomerados de fibra que aparecem na folha contínua, evitando quebras posteriores do papel.

ROLO MANCHÃO - é o rolo superior da prensa manchão quase sempre revestido de ebonite . Trabalha recoberto por um feltro manchão.

ROLO DE SUCÇÃO - é um rolo construído com o corpo perfurado de maneira adequada, com a finalidade específica de permitir aplicação de vácuo em seu interior. Geralmente é construído em bronze centrifugado e possui internamente em toda sua extensão uma caixa ajustável, vedada com pressão nas duas extremidades. Nesta caixa aplica-se o vácuo. Possuem um dispositivo cantilever, que permite a suspensão da extremidade do lado da frente da máquina possibilitando a entrada da tela ou feltro. É aplicado em vários lugares da parte húmida da máquina, tais como na tela, prensa de sucção, prensa lava-feltro de sucção, “pick-up”e rolo de sucção do feltro.

ROLO DE SUCÇÃO DO FELTRO - é o rolo de sucção aplicado nas prensas húmidas da máquina de papel, quando a folha húmida faz uma inversão brusca, de modo que esta fica aderida ao feltro. Em alguns casos são também utilizados para retirar a folha de um feltro para outro, ou simplesmente para aderir a folha contra o feltro na entrada das prensas.

ROLO DE SUCÇÃO DA PRENSA - é o rolo de sucção aplicado na primeira e segunda prensa da máquina de papel. Geralmente é construído em bronze centrifugado e revestido de borracha.

ROLO DE SUCÇÃO DA TELA - é o rolo de sucção geralmente aplicado na última posição da mesa plana da máquina de papel. Em alguns casos, como quando se usa um sistema pegador, existe ainda um rolo de retorno da tela após o rolo de sucção, mas logo depois deste a folha húmida desprende-se da tela e passa para o feltro da primeira prensa. Normalmente, seu corpo é construído com uma camisa de bronze centrifugado, sem revestimento.

SACUDIDOR - é o nome do aparelho colocado no início da mesa plana da máquina de papel, que produz um movimento naquela extremidade, de oscilação transversal, com o objectivo de dar um maior entrelaçamento das fibras, melhorando a resistência e a distribuição da folha Normalmente permite a regulagem da amplitude e do período das oscilações.

SECA-FELTRO - ver cilindro seca-feltro.

SECADOR - ver cilindro secador.

SEGUNDA PRENSA - nome dado a prensa que vem imediatamente após a primeira prensa da máquina de papel. Como esta, pode ser plana ou reversa. Em alguns casos são usadas prensas invertidas quando o feltro fica do lado do rolo superior, este geralmente de sucção. Os rolos são normalmente um revestido de borracha, e o outro de material mais duro, tal como, granito, bronze centrifugado, estonite ou micro-rock.

SEGUNDO ASSISTENTE - é o nome que se dá ao funcionário imediato do primeiro assistente da máquina de papel, cuja função principal é ajudá-lo a passar a ponta, enrolar o papel, e retirar os rolos da máquina, cuidando também dos feltros secadores. (Ver mão-de-obra especializada).

SEPARADOR CENTRÍFUGO - ou separador tubular, é o nome dado ao separador que usa a força centrífuga para eliminar as partículas pesadas, tais como areia e outras partículas contidas na massa. Constam essencialmente de um tubo que possui a parte inferior cónica. A massa é injectada tangencialmente em baixa consistência pelo lado na parte superior, e sai por cima. Os detritos pesados são extraídos pela parte inferior. São instaladas várias unidades em paralelo, formando um, dois ou três estágios, imediatamente antes do depurador da caixa de entrada.

SEPARADOR DE MASSA GROSSA - é um tipo de separador centrífugo, instalado na preparação da massa, geralmente quando se utilizam aparas, com o objectivo de retirar da massa impurezas pesadas tais como areia grossa ou mesmo partículas metálicas, na consistência da massa durante o processo de desagregação e refinação.

SEPARADOR TUBULAR - o mesmo que separador centrífugo.

SILICATO DE SÓDIO - material fabricado pela calcinação do quartzo, areia ou terra diatomácea, com hidróxido ou carbonato de sódio. Usado como adesivo, principalmente na indústria de ondulado e na massa do papel para aumentar a retenção da carga mineral.

SISTEMA DE COR, DAS - é o conjunto de carretilhas, roldanas, esticadores e suportes, por onde passam as duas cordas que servem para levar a ponta da folha de papel da parte húmida até o final da máquina.

SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO - é o conjunto de tubulações, tanques, bombas, filtros e instrumentos que permitem a lubrificação central controlada dos mancais de rolamentos dos secadores, lisa, e às vezes engrenagens dos secadores, quando fechadas, da máquina de papel.

“SIZE PRESS” - o mesmo que prensa de colagem.

“SMOOTHING-PRESS” - o mesmo que prensa alisadora.

SOLDA DA TELA - é a solda especial feita na tela da mesa plana da máquina de papel, no final de sua fabricação, para torná-la contínua. É uma operação delicada pois este ponto será sempre um ponto fraco da tela, principalmente nas bordas.

SULFATO DE ALUMÍNIO - ou simplesmente sulfato, é o sal obtido da dissolução da bauxita (óxido de alumínio hidratado) com ácido sulfurico. Os tipos usados para papéis de qualidade devem ser isentos de ferro. É usado para precipitar a cola de breu sobre as fibras que compõem o papel. Geralmente é adicionado no final da preparação de massa.

SUPER-CALANDRA - máquina de acabamento que consiste de uma série de rolos superpostos, sobre os quais se aplica pressão. Como funciona de maneira independente, possui uma desenroladeira. O número de rolos varia de 8 a 14, conforme o tipo de papel usado e o acabamento que se deseja. São intercalados rolos duros de ferro fundido coquilhado e rolos macios de papel ou algodão com amianto impregnados. Geralmente os rolos de ferro são ocos, permitindo a aplicação de vapor. É utilizada para dar brilho às duas faces do papel ou cartão.

SUPER-CALANDRAGEM - ver calandragem.

´SVEN-PETERSEN’ - ver recuperador de flotação.

TARUGO - o mesmo que canudo.

TECIDO DA TELA - os principais tipos de tecido empregados nas telas usadas nas máquinas de papel, são o tecido simples, o “long-crimp” e o “tripple warp”, descritos a parte.

TECIDO “LONG-CRIMP” - é o tecido da tela metálica onde um fio urdume passa alternativamente por cima de um e por baixo de dois fios da trama. É o tecido mais usado para as telas da máquina de papel.

TECIDO SIMPLES - é o tecido da tela metálica onde um fio urdume passa alternativamente por baixo e por cima dos fios da trama. É pouco usado na prática para as telas da máquina de papel.

TECIDO “TRIPLLE-WHARP” - é o tecido da tela metálica do tipo simples, onde os fios simples foram substituídos por três fios de menor diâmetro. É usado nas malhas finas, das telas da máquina de papel, para fabricação de papéis de baixa gramagem.

TELA - acessório da máquina de papel, de duração limitada, tecido sem fim, fabricados com fios de uma liga especial de bronze fosforoso ou modernamente em alguns casos plásticos, empregado na mesa plana e nos tambores das formas redondas das máquina de papel, para permitir a formação e drenagem da folha. Suas características mais importantes são a malha e o tecido, além das propriedades do fio em si.

TINGIMENTO - acto de tingir a massa com anilinas durante o processo de fabricação de papel, o que geralmente é feito no desagregador, nas holandesas ou no tanque de mistura, para se dar a cor ou tonalidade que se deseja ao produto acabado.

UNIÃO ROTATIVA - é o nome da peça provida de um sistema de vedação adequado, colocada no eixo perfurado no centro de um dos lados dos cilindros secadores, que permite durante a rotação dos mesmos, a entrada do vapor e saída do condensado.

“VACUM-FOIL’ - é o conjunto de “foils”, montado em uma caixa fechada onde se aplica vácuo.

VESTIMENTAS DA MÁQUINA DE PAPEL - é o nome dado ao conjunto de feltros e tela empregados em uma máquina de papel.

Unless otherwise stated, the content of this page is licensed under Creative Commons Attribution-ShareAlike 3.0 License