Agentes Químicos de Deterioração do Acervo
  • Poluição Atmosférica - A poluição atmosférica, vista como uma causa extrínseca, está associada às cidades e às industrias e é uma das causas da degradação química no papel. A poluição gasosa é causada pela queima de combustíveis, industrias, etc. e inclui poluentes ácidos como o dióxido sulfúrico e poluentes oxidantes. O dióxido sulfúrico presente no ar em qualquer concentração, é prejudicial ao papel uma vez que, em contacto com documentos produz o ácido sulfúrico. Esses poluentes também causam danos nos materiais fotográficos, filmes fotográficos e as fotografias são vulneráveis ao sulfeto de hidrogénio, dióxido sulfúrico, peróxido de hidrogénio e a certos vapores orgânicos.
  • Poeira - A poeira não só constitui um mal estar para quem cuida dos documentos, como também é um agente destruidor pela acção cortante da suas pequenas partículas minerais. É uma mistura de detritos de substâncias, orgânicas e inorgânicas, entre as quais encontram-se agentes biológicos tidos em suspensão ou postos em movimento pelas correntes aéreas. A sua constituição revela os factores nocivos que contêm, sobretudo se provêm de estações ferroviárias, oficinas, indústrias e ruas poeirentas. A poeira possui partículas quimicamente inertes, contudo ácidas. Esta acidez é transmitida por contacto com o material documental, ocasionando danos químicos.
  • Sujidade

A forma de manter estes factores de destruição [poluição atmosférica, poeiras, sujidades] fora de acção é utilizar equipamentos que contenham filtros que absorvam os gases poluidores, filtrem o ar e, principalmente, zelem pela higienização de todo o acervo.

  • Acidez do Papel
  • Tinta - a tinta é um dos compostos mais importantes na documentação. Desde a Antiguidade que é usada para escrever em papéis, pergaminhos e materiais similares, desde que o homem sentiu necessidade de registrar seu avanço técnico e cultural, e é ainda indispensável para a criação de registos e para actividades relacionadas aos interesses de vida diária. Contudo, também pode vir a ocasionar danos aos materiais do acervo. Os tipos de tintas mais utilizados são geralmente:
    • Tintas a base de fuligem também chamadas de nanquim;
    • Tintas ferrogálicas ou de ferro que é o resultado da combinação de um composto ácido ( ácido gálico ) e sal de ferro ( sulfato de ferro ).

O primeiro não é agressivo e tem boa permanência e a segunda considerada comercialmente como permanente por ser insolúveis em água possui grande instabilidade química, sendo o motivo dos maiores danos que sofre a documentação escrita com esse tipo de tinta.

Danos químicos ao couro e pergaminho

Os danos químicos auferidos em couro é, principalmente, o resultado do curtimento impróprio e/ou poluição atmosférica. As condição de armazenamento afectam significativamente a deterioração de couros e pergaminhos. A deterioração de pergaminho e devida normalmente ao ataque micro biológico. O pergaminho é em geral mais resistente que o couro à poluição atmosférica. Quando os danos químicos ocorrem aos pergaminhos é geralmente causado por condições de armazenamento desfavorável e pelo uso de tintas inadequadas, colas e outros materiais.

Um controlo cuidadoso das condições de armazenamento é um requisito para a conservação do couro e pergaminho, uma vez que a sua deterioração é essencialmente irreversível e há pouca possibilidade de um efectivo tratamento de restauração. Alguma protecção de couro é alcançada contra a deterioração e danos por um regular e sistemático tratamento com graxa apropriada (encera o couro para tratamento e lubrificação).

Danos químicos em filmes em geral

Os filmes estão, particularmente, sujeitos a danos químicos. O melhor tipo de filme que tem uma expectativa de vida longa é o filme de prata halóide. Os filmes estão sujeitos tantos a factores intrínsecos como extrínsecos. Relativamente aos factores intrínsecos é dado os componentes que o formam e extrínsecos relacionados como a poluição do ar e a poeira. Como contaminadores do ar pode-se citar os vapores de tinta, sulfeto de hidrogénio, dióxido de enxofre e gases similares. Pode-se citar também os gases de rua, gás de carvão e certas indústrias químicas presentes em concentração perigosa na maioria das zonas urbanas e industriais.

De forma a manter os filmes seguros deve-se armazená-los em containers de metal não ferroso ou num outro material adequado que não se decomponha liberando qualquer substância corrosiva ou oxidante. Deve-se ter atenção também para que filmes que não sejam do tipo prata (como por exemplo: diazo ou vesiculares) não sejam acondicionados nos mesmos containers que os de prata ou entre em contacto físico com eles.

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